ESAU: RETRATO DO CRENTE QUE TROCA SUA PRIMOGENITURA PELAS “LENTILHAS” DO MUNDO

   Vamos passar em vista esse assunto, em forma de estudo, e suas consequências que ainda podem ser vistas hoje de modo muito claro, pois a fornicação e a profanação estão latentes em todos os quadrantes da vida das igrejas adoecidas pela falta de ética e pela desvalorização da SANTA PALAVRA, relegada a segundo plano nos arraias onde deveria estar em primeiro lugar.

Preciosas horas são gastas em programação de entretenimento, num culto feito uns para os outros, ao invés de para Deus, e depois se diz, sem a menor coerência: “agora vamos passar a parte mais importante do culto, que é a palavra”, palavra para a qual, se destina uns parcos dez minutos, se muito.

Os “celeiros” das igrejas modernas estão cheios de “lentilhas”, que são não só trocadas, mas oferecidas a cada dia, pelo que ainda resta da primogenitura dos que foram lavados pela água da palavra, conduzindo-os para o estado e posição “ezaulinica”, mas devemos lembrar que o que resta para tais pessoa é o choro e as lágrimas sem lugar de arrependimento, Hebreus, 12; 16-17, com aconteceu com Esaú, e quem sabe lhes ocorrerá ouvir as solenes palavra de Jesus: “NUNCA VOS CONHECI” , Mateus, 7: 23.

Aquela, isto é, a igreja, que deveria ser BELEM, “a casa do pão”, já não dispõe destes na abundancia que deveria ter. Muito ao contrário, os “gibeonitas modernos” ressurgiram com seu pão bolorento, seus andrajos corroídos pela teologia própria, inventadas por eles mesmos, seja ela moderna ou velha tanto faz.

No sentido “belênico”, as “padarias” estão sem “pão”, a não ser uns poucos, e estes já “gibeonizados”, cheios de mofo, pois não existe qualquer renovação do “estoque de trigo”. Isso ocorre porque não se busca de e em Deus, saber qual a palavra que Ele quer e que tem para os corações flagelados pelas pelejas da vida. Os sermões são fabricados, à escolha de quem vai “sermonear”, e isso quando se tem uma prédica, quando não prevalecem as invencionices, os modismos, e até os xamãs místicos.

Vê-se uma ação constante dos gibeonitas (enganadores), em plena atividade. Pode-se dizer que de um modo quase generalizado, cada “pastor”, cada “dirigente”, incluindo “bispos”, “apóstolos”, “patriarcas”, “paipóstolo” cedeu lugar para a “gibeonização” da igreja. Clama aos céus ver o estado em que se encontra a igreja.

O que “matou” Esaú? Trocou o ser pelo ter, como amiúde se vê hoje em quase todos os arraias ditos evangélicos.

A “LENTILHA QUE MATA”

Em Mateus, 26: 28 a 30 se diz: “aquele que, mete a mão comigo no prato, é esse – JUDAS”, que trocou o precioso manjar da salvação por um “prato de lentilhas”, as trinta míseras moedas. O resultado foi funesto para ele e o será também para nós e para tantos quantos fizerem tal troca, vejamos:

Depois de se “enchapar” na cobiça, na ganancia, no desejo de TER MAIS, doutrina muito enfatizada por aqui, hoje em dia, ele não suportou, e como Esaú, “não encontrou lugar de arrependimento”, pôs fim a existência pelo suicídio. Esse foi o custo da troca!

Contrariando um princípio divino, (o Senhor nos mostra para onde devemos direcionar nosso TER, e ao mesmo tempo nosso SER), Seu Reino em primeiro lugar, mas ninguém de modo geral procede assim. Mateus, 6: 33, para muitos está fora de uso, num flagrante desrespeito à palavra de Deus.

Quatrocentos anos de lutas no deserto até a chegada em Canaã, uma SÓ LIÇÃO DEUS QUERIA QUE O SEU POVO APRENDESSE, mas que infelizmente eles não conseguiram, aliás, é de bom alvitre dizer-se que a IGREJA DE HOJE a despeito do conhecimento que tem se é que tem mesmo, nestes seus quase dois mil anos, está a passos largos voltando para o caminho onde eles estiveram. É só olhar o deserto espiritual que diante de nós se mostra, para ver que estamos nas mesmas pisadas.

Isso tem levado muitos “às miragens desérticas”, eles veem alguma coisa e pensam ser água e na verdade, é apenas miragem, como no conto do homem que sem água, há já por um bom tempo, de repente avista algo brilhando; ele desesperado corre gritando: água, água, e ao abaixar-se para beber, tem uma desilusão, ocasião em que diz: que pena não ser água é só ouro, pois ele havia visto o brilho do mesmo, que agora não tinha valor algum para aquele momento: “Que pena não ser água é só ouro”.

Que pena não ser pão quentinho saído da “padaria” do Espírito Santo, para alimentar a fome dos desesperados e aflitos, e água saída da Rocha para mitigar-lhes a sede. Com certeza há muito ouro, mas pouca água, ou nenhuma como soe ser em alguns lugares.

A opulência vista hoje, homens com verdadeiras fortunas acumuladas, extorquidas da miséria espiritual de muitos.

O brilho enganador, por exemplo, da “gospelandia”, não servirá na hora da sede de justiça. Você já imaginou uma coisa tão sagrada e íntima de cada um, o LOUVOR, sendo vendido à torto e a direito, sem critério nem ética. Você pode pedir a uma pessoa que ore por você e nada de mais há nisto, mas jamais você poderá pedir ou mandar alguém louvar a Deus por você. Aliás, eu tenho a forte impressão de que o que estão a vendendo não é, nunca foi e jamais será louvor, pois louvor não se vende, se dá, e isto para um só que é Deus!

A fartura de “LENTILHAS” hoje é muito grande e se desenvolve de maneira assustadora nos meios ditos evangélicos. A palavra envelhecida no coração e mente dos crentes é semelhante às sementes debaixo dos torrões secos como nos diz Joel, 1:17.

O QUE SÃO AS “LENTILHAS”, NO CASO

A síntese é a APOSTASIA, a troca da verdade pelo engano, aliás, já está profetizado, o verdadeiro pelo falso.

 “Pois eis que os que se alongam de Ti, perecerão, Tu tens destruído todos aqueles que, APOSTATANDO, SE DESVIAM DE TI”. Salmos, 73:27.

Enfocaremos o Esaú. Ele tornou-se um FORNICÁRIO.

Essa, pela ordem, é a primeira coisa que acontece quando se troca a primogenitura por um prato de lentilhas.

ESAÚ TORNA-SE UM FORNICÁRIO.

Vamos analisar a fornicação em seus mais variados aspectos e meios:

Fornicação: Cópula. Pecado da luxúria. De que modo você pode entender a luxúria no ato do Esaú?

Sua principal prioridade era satisfaze o seu desejo, que aparentemente não era lá tão mau.

Cada vez que trocamos as coisas de Deus pelos nossos interesses, ou preterimos Deus para satisfazer o nosso desejo daquele momento, isto é fornicação. É como se estivéssemos copulando, tendo relação com aquilo que é nosso desejo. Atente bem para palavra desejo, por exemplo:

Quando alguém diz: eu não vou ao culto, pois tenho um aniversário para ir. Quem era mais importante o (a) aniversariante ou Deus?

Hoje vai ter jogo da copa e não vamos ter escola dominical ou culta da noite, dependendo do horário em que tal evento for realizado, isto é copular, ter relação com que nos agrada, é fornicação.

Eu não vou ao culto hoje estou cansado. Uma pessoa cansada troca facilmente sua primogenitura por um prato de “lentilhas”. Essas e muitas outras coisas podem nos tornar FONICADORES, como Esaú.

Quero lhe lembrar, ainda, que na maioria das vezes que aparece a palavra prostituição ou adultério e fornicação, elas fazem referência à troca de Deus por ídolos, ou por qualquer outra coisa, aliás, é coisa mesmo. Dai, idolatria, fornicação, prostituição espiritual, serem seus sentidos.

ESAÚ TORNOU-SE UM PROFANADOR

Na carta aos Hebreus, o autor pede numa recomendação aos crentes, que não sejam fornicários ou profanos.

Depois de analisar a fornicação, vamos, epa! É só no sentido analítico; vamos nos voltar para a profanação, de modo muito claro e honesto:

O QUE É PROFANAR?

Profanar é violar a santidade de uma cousa, desonrar, causar desonra, desmoralizar, infamar, Desonrar a Deus pela transgressão. Romanos, 2: 23. É trocar as coisas de Deus por qualquer outro interesse. Se Deus é tudo para nós, se nada pode ser comparado a Ele, está em Sua presença, trocar isto é desonrar a Deus, é menosprezar Deus.

Seguindo o pensamento da palavra aos romanos, necessário é que recordemos que a instituição da primogenitura era um requisito de Deus, e que deveria ser sempre honrada e lembrada, de tal modo que um homem com duas mulheres, uma amada outra aborrecida, não poderia dar a primogenitura ao filho da amada em lugar do da aborrecida.

Levemos em conta o fato de que Deus iria dar o seu primogênito, o MELHOR para salvar pecadores; ela ainda lembrava a necessidade de que o transmissor fosse honesto e não deixasse de dar nada do que o herdeiro tinha direito.

NOTA: Peço-lhe que leia a história dos gibeonitas que se encontra no livro de Josué, no capítulo nove. Lá você vai encontrar uma série de lições para hoje.

Se por acaso alguma coisa não estiver clara para você, por favor procure-me e terei toda a alegria e prazer em lhe ajudar no entendimento do estudo, se for o caso.

Faça um bom proveito!

Pr. Israel Guerra

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