A INJÚRIA DOS DOIS MALFEITORES CONTRA JESUS LÁ NA CRUZ, E O MOMENTO FINAL DA EXISTÊNCIA DE AMBOS

MATEUS, 27: 44. LUCAS, 23: 34 a 42.

OS DIFÍCEIS MOMENTOS NO EPISÓDIO DA CRUCIFICAÇÃO.

A GRANDIOSIDADE E O PODER DA FÉ ALI MANIFESTADA POR UM DELES DE MODO EXTRAORDINÁRIO, E A TOTAL MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS POR UM PECADOR ARREPENDIDO, TRANSFORMA-O NUM,

 “LADRÃO ABENÇOADO”.

         LEMBREMO-NOS: SEM ARREPENDIMENTO NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Temos aí uma verdadeira tragédia em quatro atos.

1- A OPORTUNIDADE PERDIDA.

2 -A DUREZA DO CORAÇÃO.

3 -A INCREDULIDADE MORTAL.

4 -REJEIÇÃO DA VIDA ETERNA.

A PROPOSTA DE DEUS MANIFESTADA PELO SANTO CRUCIFICADO, NA ORAÇÃO DO MAIOR DESPRENDIMENTO DE QUE SE POSSA IMAGINAR:

“PAI PERDOA-LHES PORQUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM”.

Alí também ecoou retumbantemente, não só aqui na terra, mas lá nos páramos celestes, por toda a eternidade passada, presente e futura, o imensurável: “ESTÁ TUDO CONSUMADO”, na proposta de Deus a favor dos homens antes da fundação do mundo, plenamente cumprida na cruz.

TODOS NUMA MESMA CONDIÇÃO.

Os crucificados ouviram as mesmas palavras.

Viram as mesmas coisas.

Tiveram as mesmas oportunidades.

Preste atenção que é o mesmo que acontece conosco ainda que em circunstâncias diferentes, mas acontece mesmo.

Antes de entrarmos no assunto desse ensino, queremos de pronto mostrar alguns aspectos da vida e do processamento de Deus com relação aos pecadores de modo geral.

CONVENCIMENTO DO ESPÍRITO É ATO DE SOBERANIA DE DEUS.

 Conquanto o Espírito Santo ainda não estivesse exercendo Seu Ministério terreno, a misericórdia de Deus possibilitou um convencimento salvífico nos últimos instantes de vida de um moribundo.

Convencer ou não convencer é também ato de soberania de Deus, mas esse com um por menor que deve ser bem olhado, a fim de não se por Deus em contradição, aliais como se isso fosse possível, a não ser na compreensão e no fraco entendimento do homem que ouve ou lê as Escrituras, mas não as entende.

Algumas questões são fundamentais para o entendimento desse assunto e de outros do mesmo jaez.

a) Livre arbítrio do homem.

b) “Não por força nem por violência”.

c) Reconhecimento, Desejo e Renúncia.

d) Arrependimento, Confissão e Decisão.

Outra questão de real importância é que Deus nunca deixa de dar oportunidade ao homem para ser salvo.

Aqui dá para ver que é necessário não somente a ação de Deus, mas também a participação do próprio homem. Esse foi o caso de um dos malfeitores lá da cruz.

Era a última hora para ambos, como para nós também. JESUS JÁ VEM.

Deus por bondade através do testemunho de Jesus, como vemos em sua Palavra, em meio aos sofrimentos, testemunha a nós também por sua Santa Palavra, Sua fé, Sua dependência do Pai, como deveria ser a nossa também.

Seu silencio para tudo que lhe diziam, como deveria ser conosco, quando falam mal de nós; as tentações que lhe impuseram naquela hora, como muitas vezes a nós também, mas Ele resistiu a tudo, como nós também deveríamos resistir.

Esse testemunho sem dúvida alguma foi a causa preponderante para a salvação do malfeitor Dimas, como dissemos a cima, um “ladrão abençoado”, (Dimas era o seu nome).

Mas, veja que a oportunidade não era limitada a um, mas a todos quantos por ali estavam. Isso mostra que Deus não tem preferências a ponto de fazer distinção ou acepção de pessoas. Deus não tem filhos prediletos. Todos são iguais para Ele. A oportunidade se estendia aos que lá estavam, que também, da mesma forma dos dois crucificados, ouviram as palavras de Jesus, Seu testemunho de amor. Isaias, 53: 7.

Mateus, no capítulo vinte e sete, no verso quarenta e quatro, de seu evangelho, diz que os dois malfeitores zombaram do Senhor Jesus, juntamente com as pessoas que passavam por eles, os soldados, os anciãos, as mulheres generalizadamente como todo o povo.

        “E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele”. Mateus, 27: 44.

         De repente uma mudança aconteceu na vida de um daqueles malfeitores, ele reconheceu o engano terrível que estava cometendo e mudou sua atitude em relação a Jesus.

Consideremos que ambos ouviram as palavras de Jesus, em forma de oração por aqueles que O pregavam na cruz:

         “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes”. Lucas, 23: 34.

Eles também viram Jesus, em meio à dor insuportável que estava sofrendo, preocupado com Sua mãe e com Seu discípulo João. Alguém que deixa de se preocupar consigo mesmo, ainda que diante de tão grande agonia, para preocupar-se com os outros, só podia ser diferente, aquele homem ali crucificado. Evangelho de João, 19: 25-27.

Além disso, foram testemunhas da relação profunda entre Jesus e Seu Pai, e como o Senhor Jesus orava sem se mal dizer, pela situação que estava passando, sem pronunciar qualquer maldição, sem reclamação ou uma palavra sequer de amargura saísse dos Seus lábios.

Eles viram-NO igualmente pregado na cruz como um cordeiro, totalmente submisso, suportando com paciência todo o desprezo e a zombaria do povo.

Por tudo isso que estava acontecendo e o modo como Jesus se portava, um deles se convenceu de que Jesus tinha de ser mais do que o que diziam que Ele era.

Seria verdade o que haviam escrito como acusação na cruz, acima de Sua cabeça: “JESUS DE NAZARÉ, REI DOS JUDEUS”?

Esse malfeitor reconheceu repentinamente sete coisas significativas a respeito de Jesus e esse entendimento o levou a uma mudança de pensamento e atitude para com o Senhor Jesus.

         LUCAS, 23: 40-41.

1. Que Jesus não tinha pecado, era absolutamente inocente, embora estivesse dependurado na cruz como se fosse um amaldiçoado um malfeitor.

2. Que eles estavam errados zombando de Jesus, principalmente seu colega de infortúnio (v. 40).

3. Ele próprio foi repentinamente tomado pelo temor de Deus.

4. Na presença de Jesus ele percebeu que era pecador (v. 41).

5. Ele se arrependeu, pois sabia que Jesus entraria em Seu reino, reconheceu e confessou que só através dEle teria entrada no céu (v. 42).

6. Com essa simples oração ele também não só confessou, mas  reconheceu que Jesus é o Senhor, por isso disse: “Senhor lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. (v. 42).

7. Ele demonstrou uma fé profunda e admirável.

Após tão singela e sincera oração, o processo de transformação, o novo nascimento ocorreu. Ele nasceu num lugar estranho, dependurado numa cruz. Jesus também nasceu num lugar estranho: uma estrebaria! Foi ali então, que de repente ouviu a clara e inconfundível resposta de Jesus:

 “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. (v. 43).

         Leia também II Coríntios, 12: 4. Apocalipse, 2: 7.

Nesse momento podemos nos perguntar: que chances Deus dá a um malfeitor, a um ladrão, a um mentiroso, a um enganador? A resposta, sem dúvida é: toda!

O perdido só precisa vir a Jesus e clamar pelo Seu Nome com o coração arrependido.

Mas não devemos esquecer que o Deus Todo-Poderoso considera todas as pessoas como malfeitoras:

“isto é a justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Romanos, 3: 22-23.

Vemos que essa passagem fala de “todos”, sem exceção.

Somos todos pecadores, todos carecemos da glória de Deus. Isso significa que não temos nada de bom para apresentar a Ele. Mas também está escrito que a justiça de Deus em Jesus Cristo é concedida a todos os que ARREPENDIDOS creem nEle, os quais recebem por fé o perdão dos seus pecados, os pecados que forem confessados, é claro, pois SEM CONFISSÃO não há ARREPENDIMENTO, e SEM ARREPENDIMENTO NÃO HÁ SALVAÇÃO, e assim a vida eterna em Cristo Jesus.

Os malfeitores na cruz (não apenas por serem mal feitores, pois na verdade malfeitor ou benfeitor, sem Jesus o homem está perdido), quando a Bíblia a eles faz referencia, dando-lhes o “título” de malfeitor o faz simplesmente pela transgressão que haviam cometido, e pela qual estavam ali para serem crucificados, ladrões ou não, a “qualidade” deles era a de PERDIDOS.

Seriam punidos por esse deslize moral, mas seriam para sempre perdidos, punidos com a morte eterna se não tivessem um encontro com a salvação. A salvação era para eles como é para nós o Senhor Jesus. Aleluia.

SORTE ou DESÍGNIO DE DEUS, jamais saberemos. Entretanto é confortador pensar que ser crucificado juntamente com Jesus, foi uma grande benção para eles, embora ambos não tenham alcançado a misericórdia ali oferecida a eles e aproveitado a oportunidade que lhes era dada naquele momento.

Creio que você está entendendo, que ainda hoje não há maior bênção do que estar crucificado com Cristo, como disse Paulo.

Quem está crucificado com Cristo não tem “stress”, pois se subentende que morto não tem mais sentimentos humanos latentes em si.

Que coisa gloriosa. Caso tivessem sido crucificados sem Jesus estar ali, seria morte eterna, indubitavelmente. Mas graças a Deus que em qualquer condição ou lugar há sempre presente a bênção do Senhor!

Ó mercê do céu. Ó glória ao Rei Eterno Imortal Invisível, mas Real, por momentos como aquele e como ainda hoje acontece de modo semelhante, e que às vezes não tomamos conhecimento, como no caso dos dois malfeitores.

Um conheceu o momento o outro não se apercebeu dele. Um salvou-se outro se perdeu!  Um, porém, agarrou a primeira chance e voltou-se para Jesus; o outro perdeu sua última oportunidade.

Os dois estavam igualmente próximos de Jesus, mas um espaço infinito separava um do outro. O abismo entre os dois está personificado na palavra “graça”.

Um continuou com sua zombaria, seu endurecimento e manteve seu orgulho, permanecendo em seu pecado; o outro, porém, orou: “Jesus, lembra-te de mim…”, e experimentou toda a graça do perdão.

Por toda uma vida ele havia roubado talvez matado e cometido pecados, além dos mencionados, mas o ARREPENDIMENTO sincero e profundo, expresso em uma única frase, abriu-lhe as portas para o paraíso divino.

ISSO É GRAÇA! UM ESTAVA NO LIMIAR DO INFERNO E ENTROU NO PARAÍSO, O OUTRO ESTAVA MUITO PRÓXIMO DO PARAÍSO E FOI PARA O INFERNO.

EM JESUS DECIDE-SE O FUTURO ETERNO

DAS NOSSAS VIDAS.

        Um morreu profundamente amargurado, com o coração tomado de incerteza, ódio e desejo de vingança, o outro morreu na paz da certeza de entrar no reino de Jesus.

Jamais alguém esteve tão próximo da salvação como esses dois malfeitores crucificados ao lado de Jesus. Eles viram com seus próprios olhos a Jesus pregado na cruz como o Cordeiro de Deus no altar do sacrifício.

Isso era tão claro e óbvio que até o centurião exclamou mais tarde ao pé da cruz: “Verdadeiramente, este era o Filho de Deus”. Marcos, 15: 39.

Com base em Isaías 53: 12, cremos que o Senhor Jesus orou pelos dois transgressores, mesmo que isso não seja mencionado nos Evangelhos.

Com certeza o malfeitor perdido ouviu a oração de seu parceiro entregando-se a Cristo e ouviu também a resposta de Jesus a essa oração, mas manteve sua postura de rejeição.

Igualmente como hoje, muitos vivenciam a conversão de outras pessoas mas permanecem intocados em seus corações e não querem achegar-se a Jesus.

Se uma única oração de confissão e arrependimento basta para levar-nos ao paraíso, é terrível quando uma pessoa passa a vida inteira protelando essa decisão e, frequentemente, no final de sua vida, não consegue mais chegar ao Senhor.

O malfeitor salvo mostra-nos que mesmo no final da vida a misericórdia e a graça podem nos alcançar.

O malfeitor perdido, porém, exemplifica de maneira muito vívida que não devemos deixar o ARREPENDIMENTO PARA MAIS TARDE, porque então pode ser tarde demais.

Conta-se a história de um evangelista que foi procurado por uma mulher de 75 anos de idade que desejava ser aconselhada espiritualmente.

Eles procuraram um lugar sossegado para conversar, e a mulher contou que aos 25 anos de idade havia engravidado contra sua vontade.

Como isso representava uma vergonha muito grande para toda a família, ela não contou nada a ninguém e emigrou para o norte, para bem longe de sua parentela. Lá ela deu à luz ao seu filho e matou-o.

Ninguém desconfiou de nada, mas ela carregou em seu íntimo esse fardo pesadíssimo por 50 anos.

Ela e o evangelista ajoelharam-se e essa mulher sofrida reconheceu seu pecado diante de Deus e pediu perdão ao Senhor Jesus.

Como uma nova criatura ela ergueu-se dos seus joelhos, então o evangelista perguntou à mulher por que ela não tinha se chegado antes a Jesus, ao invés de viver durante 50 anos com a consciência pesada, pois ninguém precisa carregar um fardo quando há alguém que se oferece para carregá-lo. Talvez nem ela mesma sabia a razão de seu endurecimento.

O pecado é terrível, mas o mais terrível é levá-lo para a eternidade!

         Se hoje você sabe, no fundo de seu coração, que precisa de Jesus, então se decida agora por Ele. Não espere mais nem um momento! Se hoje Deus lhe oferece a oportunidade de perdoar todos os seus pecados, então seria uma tolice não aceitar essa oferta!

ARREPENDA-SE.

CONFESSE OS SEUS PECADOS. DEIXE-OS.

RECEBA O PERDÃO QUE DEUS LHE OFERECE!

JESUS TE AMA!

         Por fim desejo explicar-lhes num resumo bem simples a dificuldade que alguns encontram quando leem que os malfeitores injuriaram a Jesus e depois SURGE um deles fazendo uma confissão, e decide entregar seus cuidados ao Senhor, mesmo dependurado lá na cruz.

O evangelista Mateus, conta-nos a história da crucificação até o momento do lançamento das injurias dos malfeitores, veja até mesmo o que depois faz a confissão de reconhecimento, confessa os seus pecados e suplica ao Senhor que o receba no seu Reino. Esse também injuriou o Senhor!

Jesus aceita sua confissão e seu rogo, bem como o seu desejo de estar com o Senhor, dá-lhe o perdão e a garantia de que naquele mesmo dia, após a sua morte e consequentemente a morte de Jesus, eles iriam para o Paraíso estar para sempre juntos.

Da mesma forma cada um dos evangelistas descreve a história até o momento, como já foi dito, das injurias, mas Lucas vai mais adiante e narra, por assim dizer, o momento do arrependimento e reconhecimento do Dimas, quando este descobre que aquele seu “parceiro” de crucificação, era um homem absolutamente diferente.

AS MUITAS CONFUSIONAIS COMPLEXIDADES DAQUELE MOMENTO

Ao que tudo indica, até por uma questão lógica, aquele malfeitor—ladrão—não estava vendo Deus ali, mas um homem sem pecados.

Chamo a sua atenção para um fato, talvez, um dos mais complexos e inimagináveis, num momento como aquele.

Pense: se o ladrão cresse que ali estava Deus, me refiro apenas à ideia aqui imaginada, ele nunca iria aceitá-Lo.

Ora, ora, Deus pregado numa cruz do mesmo modo como ele estava, esse não lhe serviria para ser o seu Deus.

Por outro lado crer que um homem da mesma forma crucificado, como poderia este lhe ajudar, pois estava presente a ideia generalizada. “Desce da cruz. Te salva e a nós também!”. Possibilidade que graças a Deus não ocorreu!

Claro, poder Ele podia, mas não devia! Não descer da cruz, significava para eles que poder nenhum Ele tinha que fosse capaz de ajudá-los.

Se Ele não podia descer da cruz, como iria tirá-lo dali para um Paraíso ainda desconhecido dele?

O grande dilema daquele momento era:

Crer num deus fracassado, não dá!

Crer num homem fracassado não dá!

A conversão do ladrão é a mais fantástica expressão da misericórdia de Deus, e a manifestação absoluta de Sua soberania, e a pujança da fé em um ser humano.

Uma coisa muito interessante ali é que um pequeno ladrão derrota o maior de todos os ladrões – o diabo. João, 10: 10.

ISSO É GRAÇA! UM ESTAVA NO LIMIAR DO INFERNO E ENTROU NO PARAÍSO, O OUTRO ESTAVA MUITO PRÓXIMO DO PARAÍSO E FOI PARA O INFERNO.

NÃO É O CASO DOS MUITOS QUE ESTÃO NAS IGREJAS,

MAS NUNCA NASCERAM DE NOVO?

ESTÃO PERTO DO REINO, MAS SEM SALVAÇÃO!

                                                             Pastor Israel Guerra

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