VÓS FAREIS OBRAS MAIORES DO QUE ESTAS

“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai”. João, 14: 12.

O assunto que vamos tratar aqui é deveras importante por seu conteúdo e aplicação, que suponho ainda indecifrável por muitos.

De antemão afirmo que parece muito fácil, mas não é não. Veja:

NÓS FAZENDO OBRAS MAIORES DO QUE JESUS FEZ?

MAS COM TODAS AS NOSSAS FRAQUEZAS? SIM! MAS, COMO?

Ao longo do estudo você não só aprenderá como ficará deveras surpreso ao descobrir, que quem sabe você já até fez obras maiores e não sabia, e dirá: mas eu, pastor. Sim você mesmo irmão.

De repente parece impossível, entretanto diante da afirmação de Jesus, sem qualquer dúvida, Ele jamais diria alguma coisa que não fosse real ou verdadeira, mesmo nos parecendo incompreensiva. E diante de Sua afirmação, inegavelmente faremos o que Ele disse. O problema é: Como?

Outra coisa que queremos deixar já claro também é que a palavra MAIORES do texto em epígrafe, não faz referencia a tamanho,  qualidade, ou quantidade; tais coisas não cabem no que Jesus quis nos ensinar, como veremos mais adiante.

Sei que muitos cristãos deste século e quem sabe dos séculos anteriores, tiveram as suas interrogações sobre esse versículo da Bíblia, onde Jesus diz, como já foi afirmado anteriormente, que faremos obras maiores do que as que Ele fez, e que também faríamos nós.

Pessoalmente tivemos não dúvidas, mas inquietação por querer saber o que de fato Jesus afirmou, pois nos parecia muito difícil realizar alguma obra maior do que a que Ele realizou, claro está que não se tratava da questão da salvação, pois sabemos que essa era absolutamente uma obra que só Ele poderia realizar, mas nos referimos às demais obras a serem executadas por nós, seus seguidores.

Ao longo dos anos ouvimos muitas explicações, sem, contudo, uma que nos satisfizesse, do ponto de vista do entendimento do referido versículo.

A mais frequente era a de que Pedro pregou uma mensagem e TRÊS mil pessoas vieram a Jesus, e na segunda mensagem mais CINCO mil, assim ele, o Pedro, fizera uma obra maior do que a que Jesus havia feito, pois que Ele, JESUS, ainda que tenha pregado a uma multidão tão grande, (os cinco mil, só os adultos, que comeram o pão na ocasião da

multiplicação), mas estes não O aceitaram como Senhor e Salvador, como no caso do Pedro, eles seguiam a Jesus como Ele mesmo disse, por causa do pão que comeram, mas na pregação de Pedro foi sem pão de trigo, mas apenas pão celestial.

Essa explicação não elucida o texto, pois sua hermenêutica não está muito correta. Cremos que Jesus não falou sobre quantidade, como já dissemos a cima, de modo algum, mas de obras no sentido geral, parecendo-nos inclusive que a questão da pregação não se assenta também como único fato relacionado com as obras maiores, aqui neste caso, embora faça parte do texto e contexto das palavras exposta. A pregação seria no mínimo parte de um todo.

Diante do exposto, vamos nos valer de alguns pensamentos bíblicos para podermos chegar a uma conclusão, começando com algumas perguntas, que nos levarão ao bojo do assunto. Vejamos:

Antes uma afirmação: Jesus era Deus, mas era homem também. Disto ninguém duvida ou tem questionamentos. Seus feitos traduzem toda essa verdade. Então.

1 Qual a diferença entre quem nasceu sem pecado, e quem nasceu em pecado, e em pecado foi gerado?

Resposta: Quem nasceu sem pecado, já nasceu com a natureza divina em si mesmo, isto é natureza intrínseca Nele.

Esse fato por si mesmo já estabelecia uma boa diferença entre as realizações, as obras, por Ele feitas. (Refiro-me ao Senhor Jesus). Sendo que as Suas operações emanavam de um ser absolutamente Santo, pois estava na “forma de homem”, como Deus estava livre das fraquezas da carne, isto porque sendo também Deus, não podia por elas ser atingido.Essa “forma/homem”, apenas ela, estava sujeita a elas, as fraquezas, na condição de homem, mas como Deus, quer me parecer isso não poderia acontecer.

Todo o problema era a “forma” que se chama HOMEM, pois a parte Dele que era “tentável”, só poderia ser a da “forma”, pois Deus não pode ser tentado, como afirma Sua própria palavra. Assim as tentações só ocorriam por causa da “FORMA” em que Ele se encontrava. A palavra “forma” aqui é colocada no mesmo sentido da palavra usada por Deus na criação, que é palavra “conforme”.

Nele não podia haver qualquer incredulidade, pois Sua absoluta santidade e divindade ao mesmo tempo, incluindo fé para todas e quaisquer realizações, incredulidade e falta de fé, que já é em si mesmo

incredulidade, embora possamos vê-la em outro sentido, só pode ocorrer com o homem nascido em pecado e com a natureza maculada. Nele tais coisas nunca se manifestaram, e por Sua condição de Deus, embora na “forma” de homem, não lhe atingiam, como em nós. Creio que Ele não carecia de fé para operar milagres, pois que era Divino por Essência, Santo e Imaculado. Embora tais milagres se manifestassem através de um ser na “forma” de homem, mas eram milagres de Deus. Era o Deus Homem agindo.

Jesus como Deus aqui na terra, agindo como homem.

Suas ações milagrosas eram feitas como homem, a “forma” na qual se encontrava, mas eram divinas, como ocorre conosco quando nós realizamos algum ato que em comum nunca poderia acontecer, pois são milagrosos, no sentido da sua sobrenaturalidade, como por exemplo, mandar alguém em nome de Jesus levantar-se da cama, enfermado por uma paralisia, e ele levantar-se completamente são, é o homem agindo como Deus, (ME ENTENDA, POR FAVOR), ou seja, o homem fala, mas a ação é divina, isto por causa da natureza divina que Ele nos deu, e recebida no ato da conversão a Ele.

Então nossos atos humanos são realizados apenas por esta natureza e neste caso é uma ação do homem, a ação visível, mas ainda é ação de Deus realizada via homem, no invisível, não sendo de modo algum realizada por nossos méritos, pois não os temos, mas simplesmente bondade de Deus em nos usar, mas não deixou de ser uma ação do homem.

Um homem na sua forma eminentemente humana, não teria jamais, qualquer possiblidade para ressuscitar, por exemplo, um morto. Mas pelo poder de Deus na sua vida, pode fazê-lo, neste caso fica evidentemente provado que foi o homem, a parte visível, mas ao mesmo tempo foi Deus, isto é a parte divina de Deus no homem a comandar esse ato, e mais a interveniência do próprio Deus de Quem procedeu o poder ressuscitador. Tal poder só pode ser visto por fé, cuja fé está nele, no homem, e que só é compreensiva pelo que acontece, isto é, terá que ter havido alguma coisa transcendental, por ser sobrenatural, além do mais. Todo e qualquer milagre que possamos fazer, ocorre pela parte divina em nós, e por ato de Deus, agindo através do homem.

Certamente você irá lembrar-me das vezes em que Ele, reprovou a falta de fé dos Seus discípulos. Lembro-me, claro, mas deixe-me lhe adiantar alguns pensamentos sobre isso.

a) O noivo ainda estava presente, como certa vez Ele afirmou, isto é a Sua presença física, visível e substancial.

Recebida a salvação pela fé, isso já era um princípio, eles teriam incorporada em si mesmos a nova naturezaque lhes seria dada por essa aceitação da pessoa Augusta e Gloriosa, Jesus Cristo, mas devida a

corrupção do ser humano, aqui tipicamente humano, com uma natureza corrompida a velha natureza herdada de Adão, embora ganhassem a natureza divina, mas estavam divididos. O homem velho e o homem novo, sempre lutando dentro de cada pessoa, como disse Paulo. A natureza velha e a natureza nova. Dai, sim, a extrema necessidade de fé para as realizações milagrosas deles, pois a luta desses dois homens nunca sessou, ou sessará.

b) Jesus não tinha duas naturezas, uma nova e outra velha. Ele tinha duas naturezas sim, uma era a humana, a “forma do homem”, NOVA e sempre NOVA apenas humana, mas sem pecado e a natureza DIVINA, já tendo nascido com ela. Eis porque Ele é o Deus/Homem. Jesus nunca deixou de ser Deus!

2 Dai porque Jesus nunca ter orado para curar uma pessoa, mas sabemos que ele tinha uma vida de oração. Ele simplesmente curava, e mesmo diante de Lázaro morto há quatro dias Ele, apenas disse: “Pai graças te dou porque tu sempre me ouves”. E chamou Lázaro, que logo se levantou do sepulcro e saiu! Sua Santidade, visível aos olhos humanos, emanante da natureza Divina inerente, por ser Deus, o identificava com o Pai de tal modo que não carecia de fé para realizar milagres. Quando da ressurreição de Lázaro, Jesus não fez uma oração para que Lázaro ressuscitasse, apenas agradeceu ao Pai. João, 11: 41.

Ele era Deus, e no caso o corpo em “forma de homem”, era o verdadeiro tabernáculo de Deus, onde Deus se abrigava, por assim dizer. Nós não somos o templo do Espírito Santo? O Espírito Santo não é Deus?

Sei que esse tópico será rejeitado prontamente por muitos, desde que não se faça um exame acurado sobre o assunto, assim é que vamos caminhar na expectativa de chegar ao conhecimento destas revelações.

Lanço fora o dogmatismo, ninguém é dono da verdade, pois estamos sujeitos aos erros. A verdade e o Seu dono é o Senhor Jesus.

Um homem verdadeiramente nas mãos de Deus, fala age e se mostra nessa figura de homem, mas dentro dele está o Espírito Santo, que ninguém vê, mas que será identificado por alguma obra transcendente. Do mesmo modo acontecia com Jesus.

3 Lembremo-nos, ainda, que na missão dos setenta Ele os mandou curar os enfermos, ressuscitar os mortos e limpar os leprosos, e tudo o mais, entretanto não lhes disse façam uma oração para fazer isso, quer dizer orar  especificamente, orar pela cura, não, tinham eles apenas que executar o mandado de Jesus, pois que lhes havia sido dada uma ordem, que no nosso entender não dependia da fé dos enviados, mas da obediência.

Fazer o que ele mandou, e os resultados já estavam garantidos por causa da ordem recebida. É bom lembrar que depois dessa missão e de suas congêneres no mesmo caso,  Ele nunca  mais  mandou que  alguém

fizesse isso, a questão estava implícita na vida que levavam com Ele, a partir de agora, e que se manifestaria posteriormente quando eles já estivessem sem a presença visível de Jesus. Então o mesmo acontece conosco. Nossa vida de comunhão com Ele e de constante busca em oração.

Desejo inserir um texto bíblico que julgo pertinente ao nosso assunto: Jesus mandou Pedro ir ao mar apanhar o primeiro peixe que Ele já sabia, por revelação, que iria pegar o anzol, tirar da guelra do mesmo uma moeda equivalente ao imposto anual de duas pessoas. Pedro nada perguntou, era uma ordem. Não orou para que um peixe se deixasse fisgar, apenas foi lá lançou o anzol, puxou o peixe abriu-lhe a boca, tirou a moeda e voltou para pagar o imposto. Cumpriu a ordem e teve o resultado.

4 Quanto a nós, por causa de nossa natureza, ai sim, se não houver fé, nada será feito, pois para ver a gloria de Deus é preciso crer, pois o noivo já nos foi tirado.

5 Depois da missão que Jesus lhes ordenara, você não encontrará nenhum milagre realizado por qualquer dos Seus discípulos. Isso viria acontecer depois da ascensão de Jesus e a consequente manifestação do Espírito Santo no dia de Pentecostes. EU ATÉ DIRIA QUE AI COMEÇOU A SAGA DAS OBRAS MAIORES DO QUE AS QUE JESUS REALIZARA.

Foi na era da inauguração da igreja, nascida lá na cruz, mas se manifestando plenamente após o Pentecostes, que teve inicio os milagres operados pelos homens transformados.

Com absoluta certeza, em cumprimento ao que Jesus afirmara, declarando a causa pela qual os discípulos e nós faríamos as obras maiores, se cumpre nesta afirmação: “porque eu vou para o Pai”.

Para que possamos compreender melhor essa questão, devemos ouvir o que nos diz o salmista.

“Eis que fui nascido em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”. Salmos, 51: 5.

Já vemos um bom distanciamento entre Ele e nós, a partir de Sua concepção. Jesus não tinha sangue humano Nele. O sangue de Maria não corria nas suas veias, pois ela não era diferente do salmista, e se assim fosse Jesus não teria nascido sem pecado, pois que teria sido contaminado pelo sangue humano.

Jesus nasceu sem os efeitos do pecado na Sua concepção. Gerado pelo Espírito Santo, lógico está, sem a interveniência do homem, exatamente por causa do pecado, entendamos ou não Ele já nasceu Santo.

Deve haver uma boa diferença entre quem nasce sem pecado, nasce santo, e quem já nasce marcado pelo pecado. Só assim Jesus poderia ser Deus e ser homem ao mesmo tempo. Homem era Sua “forma” de apresentação, Deus era Sua forma(?) intrínseca, Sua

essência com a natureza divina e santidade absoluta. Ele era imaculado.

Aqui surge, sem dúvida, a maior dificuldade para encontrarmos o fio da meada, como se diz. Como vamos conciliar a questão Homem/Deus e Deus/Homem?

Quando Jesus foi tentado, isso só podia acontecer quanto à “parte/forma”, que era a humana, a visível, pois sendo Deus/homem e não podendo haver uma separação, pois Deus estava abrigado, no bom sentido, naquele tabernáculo chamado corpo, e toda a tentação recebida era, então, por causa da “parte/forma” Dele. Ele tabernaculizou-se na terra num corpo a que chama de “forma”. Possivelmente aqui se aplica de maneira profunda, a maravilhosa verdade do “Deus conosco”, o Emanuel esperado desde então. Para poder ser o “Deus conosco”, a “forma” era o único meio, isto é, tornar-se parecido com um homem, para poder ser reconhecido pelos homens. Você está entendendo?

Mas, aqui uma coisa desesperadora surge: É a questão da morte de Jesus.

Sendo Deus não podia morrer, como Deus não podia também cair em pecado, como então conciliar isso?

Quem morreu? O homem é a resposta imediata e óbvia.

Quando uma pessoa morre, o que foi que dela morreu?

O corpo é óbvio e lógico, pois o que nele É DEUS, ou DE DEUS não morreu, o Sopro Divino que o tornara alma vivente, que muitas vezes é chamado de alma, ou espírito isto é que é o homem, não confunda.

O “homem” não é o que fica, o corpo que volta ao pó, mas o que “sai de sua figura, a “forma” a que chamamos homem.

Como diz a Bíblia: “e o pó volte a terra como era e o espírito vote a Deus que o deu”.Eclesiastes, 12: 7.

Quando Jesus morreu a parte DEUS, a “forma/homem”, semelhante ao que acontece quando o homem morre, repito, a parte DEUS saiu Dele, para que pudesse ocorrer a morte do corpo chamado homem, a “forma”.

O que em nós é chamado de folego de vida, ou alma vivente, Nele não tinha propriamente dito folego de vida, pois ELE É A VIDA. Não era folego era a própria vida.

Como já foi dito acima vimos que Jesus tinha duas Naturezas, uma Divina outra Humana, razão porque nas Suas ações Ele nunca agia como Deus, mas como homem. Todos os milagres que fez, o fez    como

homem e não como Deus, Ele venceu tudo como homem e não como Deus, pois como Deus Ele não teria nada para vencer, pois que era Deus.

Assim, por ser Santo, nascido sem pecado, é a parte chamada Deus que Nele estava, pois que Ele não foi criado.

Quando Ele foi gerado, o que foi gerado foi apenas a “forma”. Como Deus Ele já era preexistente, não tinha forma. Era Espírito tão somente, mas para poder apresentar-se aos homens, assumiu a forma destes.

Nós criaturas humanas, já nascidas com o estigma do pecado. Isto é, marcadas pelo sinete da morte via pecado, inoculada em nós pelo Adão quando de sua queda.

Jesus Deus/homem-nascido SEM pecado.

Nós criaturas/homens–nascidos EM pecado. Em sendo assim alguma coisa nova nos acomete, no bom sentido, ao nascermos de novo.

Como isso se realiza? Quando recebemos a natureza divina. Mas parece muito claro o não sermos divinos, quem sabe poder-se-ia dizer “estamos apenas divinos”, não deixando de nos dar uma ideia de transitoriedade. A nova natureza que temos é apenas um apêndice, uma nova natureza estabelecida dentro de nós por transformação de vida, pois continuamos sujeitos ao pecado, e sem dúvida alguma é a razão porque alguns se desviam da verdade.

Como isso acontece? No momento da entrega de nossas vidas a Jesus, e pelo novo nascimento alcançamos a Graça salvadora, que nos é transmitida pelo poder de Deus.

Quando se cumpre? Imediatamente, no ato da salvação, por uma ação maravilhosa e gloriosa do Espírito Santo.

A questão da fé nas nossas realizações, nos nossos feitos, os mais variados.

Por não sermos divinos, apenas experimentamos uma transformação de vida, é que precisamos agir por fé, e sempre por fé.

Jesus é a expressa imagem do Pai, nós somos a expressa imagem de nossos pais, por isso nascemos em pecado porque nossos pais também já nasceram assim, eis o problema do homem, a perpetuidade do pecado. O pecado é uma “doença” transmissiva e letal. Quem trabalha para ele já tem o salário garantido, A MORTE!

Adão era a imagem e semelhança de Deus. Depois do pecado a Bíblia diz que ele gerou um filho a sua imagem. Não se diz mais imagem de Deus.

Como conciliar Jesus Deus homem, nascido SEM pecado, embora estivesse sujeito a Ele, como “parte/forma”, mas isento dele, do pecado, como Deus.

Ele tinha duas naturezas, uma humana, outra divina. A natureza divina Dele era inerente, enquanto que nós temos igualmente duas naturezas, mas a natureza que temos não nasceu conosco, isto é, ela não é inerente, foi alcançada pela transformação acontecida na salvação, como já dissemos.

Jesus já nasceu Divino. Ele não alcançou a divindade por transformação de vida como nós, e por ter nascido Divino, Suas ações eram por inerência, Divinas, embora operada por um homem, “forma” na qual Ele estava.

Nasceu Santo e Divino, mas por causa de Sua “forma de homem”, Ele podia ser tentado, apenas tentado, mas não podia pecar, por ser Divino e absolutamente Santo,sendo Deus, e como Deus, repito, na “forma” humana e homem, Jesus foi tentado, mas sem pecado.

Quero lhe abrir os olhos para um fato que poderia ter acontecido na TENTAÇÃO DE JESUS—eu não o descarto—mas deixo com você o julgamento. Você se lembra de que certa vez aconteceu uma tempestade violentíssima no mar onde navegava um barco e Jesus ali estava? No medo dos discípulos eles achavam que iam naufragar (a fundar). Jesus repreendeu a tempestade e esta cessou imediatamente.

Parece-me que o diabo ignorava um fato, mandando ele a tempestade, achava que poderia matar Jesus e assim acabar com a esperança dos homens. O mesmo aconteceu na tentação. Ele achava que ia derrubar Jesus como o fez com Adão, ignorava de novo que ali estava um Santo, nascido Santo, um Divino nascido Divino em cujo corpo, “forma”, dentro dele estava Deus e que por isso não poderia cair. O diabo não sabe tudo não, viu irmão?

Sendo Ele Homem, para nós seria compreensivo Ele cair, se fosse o caso, porque era homem, mas como ficaria o fato de ser Deus. Como homem poderia cair, mas como Deus jamais. Parece-nos impossível desmembrar Nele as duas pessoas, isto é, separar Deus e Homem, apenas nesse caso, para que apenas uma parte pudesse cair e a outra não, se fosse o caso, repito.

Nós somos tentados como homens, pois a única coisa de Deus que temos é a natureza divina que recebemos quando de nossa salvação e como é sabido contamos com a ajuda da Graça de Deus em nós e por meio dessa natureza recebida e que também nos auxilia na caminhada, é que vencemos o pecado.

Quando você recebe a natureza divina, e você ora para que acon- teça um milagre, e o milagre acontece, ele se originou em consequência

da sua mudança, mudança ocorrida pela natureza divina recebida, como dissemos, na salvação, embora operado igualmente por um homem. Todo milagre se origina, invariavelmente na área divina, mas se manifesta na área humana, que é a parte visível e em razão dessa nova natureza que recebemos.

Entendamos, então, que Jesus era Deus, mas agia como homem, com Sua natureza Divina, nascido já com ela.

Então quando oramos por um milagre, e ele se realiza, ai se estabelece o que Jesus disse: OBRAS MAIORES. Ele sempre foi Divino e operava milagres Divinos, mas como homem, a “forma” na qual Ele estava. E se nós não sendo divinos, oramos e acontecem milagres, estes têm que ser maiores por força dessa diferença. Parece-me que era isso que Jesus queria dizer quando fez tal afirmação.

Quando nós oramos, e comumente só acontecem milagres através da ação da oração, isto feito por homens que nasceram em pecado, com uma natureza perposta, então esta obra é maior do que a de Jesus,por causa desta diferença de natureza, e deidade. Obra maior não é em número, quantidade ou qualidade, pois aqui se estabelece uma desigualdade. Nascer divino ou ser transformado para receber a natureza divina. Ser divino, ou estar divino.

De fato o que prova que temos alguma coisa de Deus em nós é exatamente quando operamos em Seu Nome, em oração e rogos, e Ele atende-nos, seja a nosso favor a favor de alguém em uma extrema necessidade, quando intercedemos. Lembremo-nos do cego de nascença que Jesus curou. Ele afirmou: “se esse homem não fosse de Deus nada poderia fazer, pois Deus não ouve a pecadores, mas se alguém é temente a Ele, a esse ouve”. Jesus como homem e nós também. João, 9: 33.

Oramos pela cura de uma pessoa, e por ordem do Senhor Jesus usamos o seu Nome Santo, pois tudo deve ser feito em o Nome do Senhor, e Ele opera a cura, ela foi realizada a nosso pedido, pedido de um homem, aparentemente foi o homem, pois é a figura que está aparecendo ai, mas quem a fez foi Ele. Observe que só podemos fazer isto por causa da natureza divina enxertada em nós, aquele apêndice do qual falamos anteriormente. Em sendo assim, creio já estamos entendendo bem melhor o que Jesus disse.

Continuamos pequenos, sem qualquer merecimento, sujeitos as fraquezas da carne, mas pelo poder da Graça de Deus, por nossa fé Nele, vamos vencendo o pecado com a natureza divina que nos foi dada pela misericórdia do céu.

Santifique-se, ore, leia a Palavra de Deus e O busque continuamente preparando-se para realizar OBRAS MAIORES, como Ele disse.

Que Deus nos ajude a que venhamos a engrandecer o nome do Senhor por nossas ações e atos.

Pastor Israel Guerra

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